Foto por Ilídio B. Vasco

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Apaixonado por arte e tecnologia, pelo presente e pelo futuro, Mário Santos tenta explorar novas formas de produzir narrativas sobre a nossa era, num mundo dominado pela tecnologia e o entertenimento imediato.

A Máquina Não Gosta de Gatos

A MÁQUINA NÃO GOSTA DE GATOS

A Máquina gosta de animais submissos, obedientes e previsíveis.
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Pergunta e respostas

Os primeiros livros - sem ser banda desenhada - que me lembro de ler são a colecção de Os Cinco e Os Sete de Enid Blyton. Lembro-me também que um dos primeiros livros que li foi O Rapaz de Bronze de Sophia de Mello Breyner. Não me lembro exactamente que idade tinha.

Ferdinand Céline é um mestre. Morte a Crédito li três vezes. Scott Fitzgerald é outra grande referência. O Grande Gatsby, por exemplo, considero ser um romance perfeito se é que a perfeição existe. Miguel de Cervantes e o seu Dom Quixote. De António Lobo Antunes e toda a sua grandiosa obra, relembro a primeira que me tocou: Explicação dos Pássaros. Ainda só há pouco tempo li Ulisses de James Joyce e consegui compreender toda a sua grandeza. Gosto também de Philip K. Dick, William Gibson, William Burroughs e Neil Gaiman no campo da ficção especulativa. Douglas Coupland, Chuck Palahniuk, Bret Easton Ellis e Irvine Welsh são enormes referências para mim pela sua frescura, originalidade e excelência.

No entanto, não sei se são apenas os livros que influenciam a minha escrita. A literatura alimentar-se somente de si mesma é uma espécie de canibalismo absurdo. Sei que isto é pretensioso, mas procuro inserir nos meus textos a paródia, o humor negro e o nonsense dos filmes de Tarantino; os labirintos confusos da mente Humana que Dalí transpôs para as telas; a solidão, a alienação e aquela expectativa de espera das pinturas de Hopper; a música, seja pop, rock ou jazz, também está sempre presente nos meus textos. 

Já é complicado escrever, sobretudo numa língua que não é a nossa língua materna. Ainda para mais, devido a umas complicações burocráticas, apenas tive um ano de inglês na escola (o 9º ano). O inglês que aprendi foi através do cinema, da televisão e da música. A certa altura perguntei-me porque não escrever em inglês? É um desafio e as possibilidades de falhanço são mais do que imensas. E cheguei então à conclusão que era mais fácil fazê-lo do que não o fazer.

Não sei dizer. Português é a minha língua materna e por isso sinto-me talvez mais confortável a escrever em português. 

No entanto, a língua inglesa é surpreendentemente elástica e versátil.  É uma língua fabulosa para nos expressarmos através da escrita. Permite dizer muitas coisas em poucas palavras.

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